sexta-feira, 10 de junho de 2011

A AVSPE PARABENIZANDO.
catst
Beijos de Carinho,
Malu Mourão

zaP! NEWS Boletim N.º 163/2011


Legal


MARPor: Efigênia CoutinhoPara o mar, séculos são minutos, e o infinito do
Espaço e o infinito do tempo são seus confins;
Porque ele é sempre jovem, e quando tiver que
Morrer morrerá jovem!

Os olhos do estulto não vêem nele, senão água e sal,
Aos olhos do sábio, vêem nele todas as belezas,
Todas as grandezas e tesouros do mundo,
E todas as graças que a pupila do homem pode abraçar.

Quando ele esta azul, serve de espelho para o sol,
E este, aí, semeia as suas gemas, pratas e ouro.
E eu abro muito meus olhos, pois acho pequeno para
Tanto esplender, e clamo:

Tu és o grande dos grandes, o esplendor dos
Esplendores, e, se nos meus êxtases humanos,
Ousei erguer-te em hino, perdoa-me a pouquidade
Das minhas palavras!
Brasil, Rio de Janeiro, 14.10.2003*Autora: Efigênia Coutinho

Mais Poemas da Autora Efigênia Coutinho, podem ser acessados:http://www.avspe.eti.br/coutinho/indice.htm

Poeta... És Soberano®**Por: Elizabeth MisciasciNa platéia da vida
Assisto teus atos!
E entre o glamour que te espera,
Pressinto o porvir.
Sob os aplausos,
Predigo tua deixa.
Precioso... És feito rubi![
Incutida é tua presença,
Indefeso o sol brilha pra ti.
No cenário que ao fundo te espera,
Acende-se, realça teu tom
Mística é a luz que te cerca
Vou plasmando teus sonhos aqui.
E no palco ao trovar,
Tu és brilho!
Lírico! - És até Menestrel!
Vai...
Guarda assim o que é teu
Por direito.
Soberano,
Tens o Mundo enfim.

**Registro de Averbação:- 252.901 Livro 451 Folha -61.
Fundação Biblioteca Nacional Ministério da Cultura

OutubroPor: Vânia Moreira DinizOutubro é o mês que eu amo,
Nas suas efusões generosas,
Vivo desejo, danço e canto,
A vida rodopia nada morosa.
À minha volta tudo me encanta,
O sol é mais quente e brilhante,
O movimento rápido me fascina,
E desejo sempre esse ar vibrante.
Outubro me convida à liberdade,
E ninguém me conduz ao pranto,
Sinto-me transbordante de suavidade,
E não desejaria nada mudar por enquanto.
Vislumbro incomensuráveis fantasias,
Repentinamente recordo a infância,
As horas não me parecem vazias,
E sinto inefáveis e doces carícias.
Outubro faz minha alma transbordar,
De felicidade e certeza de meu amor,
E nessa época nunca chego a concordar
Com tristezas porque luz é a suprema cor.
Vejo o horizonte e sinto ternamente,
A energia que se desprende inefável,
Vôo em entusiasmo e literalmente,
Pelo espaço em sensações inexprimíveis.
Outubro é o mês que eu amo docemente,
Na forma mais simples e sem opressão,
Entendo seu poder confuso, mas veemente,
E concluo que minha vida é apenas emoção.
Outubro recorda-me amanhecer,
Deixa-me que eu vá alucinada,
O planeta cada movimento reconhecer.
E reinicio a viagem ainda inexplorada,
Para em cada momento nascer.

FANTASIA**Pedro Ornellas

Na casa tosca e pobre a mesa parca,
Coração cheio e mãos sempre vazias...
Fartura de ilusões e fantasias
No reino em que, soberbo, eu fui monarca!

Por sobre a areia fina dos meus dias
O tempo deslizou deixando a marca,
Sulcos profundos que o meu pranto encharca
Quando o passado volta em noites frias!

Como era doce a antiga brincadeira...
Meu trono: um simples banco de madeira,
E de esperanças meu castelo eu fiz!

Hoje, à mercê da vida que me afronta,
Já não sou mais o rei do faz-de-conta...
Já não sei mais brincar de ser feliz!

*Autoria Pedro Ornellas

ORATIUM NOBILIS** Jaak Bosmans

Devaneios me fazem subir alguns degraus da consciência.
Participo de rituais mais simples onde só me resto!
Nenhuma extrema mágica, nenhum milagre ou alucinações!
Danço parado e canto interno minha alegria e minha tristeza.

Em infinito azul ergue-se o altar em nuvens desenhadas.
Onde deposito meus encantos, um sorriso e meu encontro.
Entendo que neste momento, o corpo se fez alma, leve e tênue.
E se banha em cristais líquidos, jorrados daquele altar.

Persegue-me ainda todo o passado e seu exercício de lembranças.
Ao toque de um raio desprendido do sol abre-se meu coração,
Por onde passa apenas novos aconteceres em direção ao futuro prometido.
Afoga-se então todo o passado, em desespero e tentativa de retorno.

Religo meus sonhos à realidade e descubro cada passagem,
Dos apontados pecados, que não cometi, bem sei eu, e no ritual isso basta.
Não há preparações, horas ou dias, exige-se só brincar,
Que as crianças e os velhos ainda nos ensinam, como simples meditação.

O templo se constrói com aromas novos e flores eróticas,
Onde comungo muitos abraços, beijos e carícias prolongadas.
Ali te reconheci em olhares, ainda que escondida pelo véu da mágoa,
Quando do suave encontro de nossas mãos, surgiu em brilhos o futuro prometido.
*Autoria Jaak Bosmans

PERDÍ LA ALEGRÍA**Libia Beatriz Carciofetti

Perdí la alegría
En los pasillos del tiempo.
Ese que implacable pasa
Y que se enreda en el viento.
Perdí la alegría...
Y ya no la encuentro.
Quisiera llamarla,
Pero no tengo aliento.
Me siento cargando
Un peso por dentro,
Que cuando respiro
Exhalo un lamento.
Si busco al culpable
Posiblemente lo encuentro.
Pero temo enfrentarlo
Pues no se como hacerlo.
¿Quien tendrá la culpa?
Que yo así me siento...
Si entregué, hasta mi alma
Mi fuerza y sentimiento.
Se que lo di todo;
Y de eso no me arrepiento.
Por las noches, no descanso.
Me atormenta el pensamiento.
¿En que fallé? ¿Que hice para merecerlo?
¡Perder la alegría!
¡DIOS mío! No es cuento.
Es sobrevivir la vida
Sin nosotros adentro.
Es tornar los colores
En un "sepia tormento".
Si la ven por allí,
Díganle que lo siento.
Dejé en un descuido
Mi alma al descubierto.
Que me siento sin ella
Como un barco sin puerto.
Que navego a la deriva
Que muy triste me siento.
Señor, que me conoces
Que retorne a mi encuentro.
Acaríciame esta herida
Que me caló hasta los huesos.
Que volveré a ser yo
Y escribiré mil versos.
¡Encuéntrala Señor!
Que eres todo lo que tengo.
Solo sembré amor...
¡Y mira! ¡Lo que cosecho!
Indiferencia total, borrando los recuerdos.
Una cosa se, y me lo estoy repitiendo…
"Por la noche, derramaré mi llanto
Pero a la mañana me darás tu contento"
Descanso en tus promesas
Y esperanzas tengo.
De que retornará un día
Tú dirás el tiempo...
Me incentiva ser tu hija
Y a tus plantas vengo...
La brisa de tu AMOR
Me renovará por dentro.
Recuperaré la alegría!!!
Porque vivo y porque siento.
Rese
Derechos Reservados Nº 452298
Libypoesias@arnet.com.ar
*Autoria Libia Beatriz Carciofetti {Argentina}

ABOMINÁVEL CIÚMES**Virgínia Além Mar

Na tábua dos mandamentos
Leu-se amarás a Deus sobre todas as coisas
Talvez aí resida um equívoco
Logo seguido pelo mandamento
A meu ver mais nobre
Não matarás...
Cain matou Abel
Por ciúme cruel
Há quem crie seus filhos
Incentivando no seio familiar
A discórdia e inveja...
Fazendo distinção
Quem não sentiu uma pontinha desta
Quando a mãe debruçou seus olhos
Com mais devoção a um dos seus...
E do ciúme do amor entre pai à mãe?
O que dizer do crime do parricídio que funda
A sociedade então?...
Sou contra manifestações de ciúme do mais ingênuo
Ao mais vil, é preciso aprender o amor a si mesmo
E exigir menos do outro e buscar ajuda quando
É preciso...
Nem a religião conseguiu banir do homem
O que de humano lhe é próprio e o faz infiel
Desejo de poder sobre os demais
E desejo de posse que está em questão
Quiçá revisando a história novo olhar seja
Lançado, sentimentos avaliados e
Ganha terreno a reflexão
De que amar é bem mais que possuir
É querer que o outro se realize enquanto pessoa
Em sua singularidade, inclusive de amar
Entretanto na união saudável o que conta é a amizade
E admiração
Inveja e ciúmes não cabem em mesma mão!
*Autoria Virgínia Além Mar

Olhai os Litros no Canto**Por Silas Corrêa Leite

Olhai os litros no canto
Conhaque pinga Martini, Cynar
E ainda o boêmio a procurar
Um aperitivo de anis para o quebranto

Olhai os litros em demasia
Destilados de incontáveis sabores
O boêmio em serpentina e poesia
Indisposição fisiologia e desamores

Olhai cada litro de bebida
Até amargas, como a vida o é
O noiteadeiro de Itararé
Aceitando desgraçar a própria vida

Olhai os semblantes perdidos
Dos viciados em aperitivos
São as paixões de seres vivos
Já pela cirrose, combalidos

Olhai os litros no canto
Se a um barista isso aprouver
Deve haver uma ingrata mulher
Fazendo o pinguço beber tanto!
** Autor: Silas Correa Leite, Itararé-SP
E-mail: poesilas@terra.com.br

QUERO AMAR DE NOVO**Paulo Cesar Coelho

Dos amores
Que tive na vida... Poucos
Uns poucos mesmo, talvez dois
Ou três foram realmente especiais!

Destes, existiu um de sentimentos
Enormes... Sofrimentos ainda maiores
Por vezes, de saudade outras por total
E absurda vontade de querer cada vez mais!

Alguns amores
Passaram por mim, despercebidos
Não deixaram mágoas
Nem marcas,
Enquanto outros feriram
Marcaram com ferro em brasa
Tornaram-se inesquecíveis!

Quero um amor assim, outra vez!

Quero voltar a desejar
Sofrer de saudade,
Sentir-me vivo pulsante, latejante
De uma forma doída, de uma forma
Prazerosa... Quero sentir todo rebuliço
Da vida, aproveitar cada instante
De uma cumplicidade irrestrita
Fervorosa... Infinita!

Quero...
Que este amor me deixe
Novamente louco abobalhado
Insano só um pouco.
E que por assim, tão diferente
Faça-me feliz de novo!
*Autoria Paulo Cesar Coelho

SAUDADES**Aecio Kauffmann

Ah! Meu amor... - Que faço eu desta saudade,
Que me invadindo cruelmente, dói-me tanto
O quanto dói o desespero que me invade
E põe-me, a boca, o coração em desencanto!

Ah! Meu amor!... Que faço eu desta vontade...
Deste desejo de encontrar-te novamente
Como o sol que encontra a lua ao findar das tardes
Num crepúsculo de sonhos iridescente.

Ah! Meu amor!... Que faço eu destas lembranças
Que só me aumentam o tedioso dos meus dias
Pois sempre estão lá onde menos eu espero.

E às buganvílias, que emolduram o nosso canto,
Cantam comigo oração que se irradia
Qual triste mantra a repetir... - Como te quero!

**Autor Aecio Kauffmann.

A JUVENTUDE E A EVOLUÇÃO**João Roberto

Crescem as vaidades,
As Vilas, as Cidades...
Expandem-se as nações;
Crescem as paixões,
Os rancores...
Neste berço de tantos amores
Onde os jovens são nossos corações.
Sou brasileiro! Brada o jovem
E com ele, todos também...
Trazendo na face um sorriso altaneiro;
Exaltando com confiança,
O progresso do nosso gigante,
Deste grande país brasileiro.
Juventude que tudo aparenta,
Mocidade que nos representa,
No compasso da evolução;
Serás tu, nosso jovem querido,
O progresso que já garantido...
Enobrece esta grande nação.
*Autor João Roberto - Poeta em Ilhota-SC

O QUE EU SINTO
**Leomária Mendes Sobrinho

Independente do que pense ou diga
Sobre o ontem, o hoje ou o amanha
Ler retira a fadiga
E escrever deixa a mente usurpar
A noite não é ilusão
Nem tão pouco o fim
O momento é pura paixão
Que tenho dentro de mim

A vida se alarga em esperança
A fé ilimitada por confiança
Em deus num abraço infinito...

O que eu sinto é uma energia
O amor que envolve os meus dias
E que eu transformo em poesia.
*Autoria Leomária Mendes Sobrinho

M U L H E R **Selene Antunes

Mulher depois da rosa és a mais formosa
Sexo frágil que bobagem
Nunca esqueça mulher seu nome é coragem
E por suportar tantas dores na vida
É que foste escolhida para a missão mais sublime
Povoar este mundo sem fim.
Muitas vezes és desprezada
Outras vezes colocada de lado
Tratada com inferioridade
Como se seu valor fosse nada.
No entanto basta observar
Elas têm mudado o mundo
Lutando por igualdade
Fazendo dupla jornada
Trabalham dentro de casa
E fora de casa também
Somando com seus parceiros
As despesas que convém
MULHER coragem...
Que batalha todo dia
Seja médica ou lavadeira
Jornalista ou faxineira.
Porém a diferença que existe
Entre todas as mulheres
É a luta pela vida
É o dia-a-dia sofrido
Que muitas precisam enfrentar
Sem salário e sem hora pra parar
E como se não bastasse
Tem mulher que apanha e cala
Tem mulher coragem que fala
Precisamos mostrar ao mundo
Que a mulher tem seu valor
Queremos sim, competir com igualdade
Tomar o lugar dos homens
Que bobagem
Só queremos com o trabalho
Ajudar nosso País
A buscar melhores condições
E enfim acabar com a discriminação
E com os homens queremos...
Harmonia, paz e muito amor no coração.
*Autoria Selene Antunes

A PALAVRA**Carmo Vasconcelos

Seja escrita ou falada,
Seja rimada ou cantada,
A palavra é milagrosa!
Tão milagrosa que a gente
A manipula e a sente
Como arma poderosa!

Ela é desprezo e amor,
Estrume, pólen e flor,
Estrela, lama e chão;
Pacifismo, violência,
Pornografia, inocência,
Praga e também oração!

É perfídia, honradez,
Abnegação, mesquinhez,
Raiva, beijo e ciúme;
Também é água da fonte,
Maré, abismo e ponte,
Degelo, paixão e lume!

Por vezes, é alimento,
É sol, chuva, fermento
Que sustenta e aduba;
Por outras, é sofrimento,
Luxúria, vício, tormento,
E açoite que derruba!

Com ela o mundo se espanta,
Por ser satânica e santa,
Bálsamo e droga infecta;
Guilhotina e perdão,
Liberdade e prisão,
Vômito de boca abjecta!

Pode ser batalha ou trégua,
Conforme a bitola e régua
Do espelho da consciência;
Também é rosa e espinho,
Cardo jasmim e carinho,
Escravidão, independência!

Ela é freira, meretriz,
Pântano, pomar, raiz,
Pureza e poluição;
É profana e sagrada,
Afago e chicotada,
Desavença e comunhão!

Mas, para mim, é um fogo
E um mar onde me afogo,
Eternidade e momento;
Êxtase, estupefação,
Poema, contemplação,
Bailado do pensamento!

E para todo o Poeta...
A palavra é a dilecta,
Eterna amante fatal!
E o Poeta quando parte,
Só deixa como estandarte
A sua amante imortal!
Lisboa/Portugal/1997
Ouça a declamação na voz da autora, em:
http://recantodasletras.uol.com.br/audios/poesias/507
In E-Book Luas e Marés”/2006
http://carmovasconcelos.spaces.live.com
*Autoria Carmo Vasconcelos

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO**Fatima Mello - Fofinha

Em algum lugar
De um passado distante
Perdeu-se uma menina
Deixando surgir à mulher

Ficou lá a alegria inconsequênte
O brilho displicente da menina
Trazendo a consciência
E a disciplina na mulher

Em algum lugar do passado
Ficou a verdade sem limites
A alegria as esperanças os sonhos
Aqui agora somente a dureza

Ficou perdido por lá
Os entes queridos que partiram
Minha alegria de dizer mamãe papai
De chorar e ganhar colo

Hoje somente lembranças
Da menina que cresceu
Se tornando mulher e mãe
Mas sempre buscando no passado o sorriso.
*Autoria Fatima Mello – Fofinha

 Sonho Meu
Por Silvia Costa
Quem é este belo homem
Que todas as noites adentram mansamente
em meu sonho
Encanta o meu olhar
me beija demorado
Suas mãos me fazem carícias
me convida ao amor
seu toque me arrepia
provoca desejos
Seu corpo me faz murmurar
palavras em delírio
que para sempre em seus ouvidos
irão ficar pra que voltes
Já és o dono do sonho meu.
Silvia Costa
S.R.C
-Direitos Reservados

Minha Catanduva Florida
* Ógui Lourenço Mauri
As flores chegam à "Cidade-Feitiço"...
Até que, enfim, termina tão longa espera! 
Setembro agoniza, já é Primavera
Com seus novos ares que não desperdiço.
 
Que linda, minha Catanduva florida!
Fascina-me os matizes de seus ipês,
Uma pictorial paisagem que Deus fez
Em todo o traçado da longa avenida.
 
Catanduva se refaz na Primavera...
Cada ângulo mostra um cartão-postal,
A cidade é uma pintura natural
E seu colorido ganha a ionosfera. 
 
A brisa que respiro na Primavera
Coloca-me na fronteira do delírio;
Nos jardins, suas flores parecem colírio
Escorrendo de onde a Natureza impera. 

Eis que reina de novo a "Estação das Flores"!
Valeu aguardar... Quanta felicidade!
São novos fluidos a envolver a cidade; 
Nos romances, beijos com outros sabores!
 
Ógui Lourenço Mauri
Catanduva (SP), 17.09.2006
Respeite os direitos autorais
Blog Palavras do Coração Ógui Lourenço Mauri
http://ogui.mauri.zip.net

Fera Ferida!
Por Helena Lins
Fui Vencida!
Sempre Lutarei
Mas fui vencida.
Na batalha da vida
Venci muitas e cai muitas vezes
Mas sempre com orgulho, luto,brigo...
Vou atrás do prejuízo
Não fui feita de vidro
Não me quebro com facilidade
Mas essa fera Foi ferida
No mais profundo do seu ser
Minha alma foi ferida
E ferida vai perecer
Porque não vou forçar
Agora não quero lutar
Minha coragem é secular
Meu orgulho será eterno
Mas dessa vez não vou catar os cacos
Colar os pedaços... Não vou!
Estou adormecendo!Mas continuo sendo a fera
Ferida sim, mas sou uma fera!
E por isso; neste momento
Sinto o poder do mundo!
Que grita num lamento profundo!
Sabe o que vai se perder...
A fera se vai! Riscando o céu
No anoitecer
A lua cheia estremece!
A fera Pereceu!...
Gaia Grita meu nome...
FIRE HEART WOLF! A LOBA.
ADORMECEU!...
Helena Lins-20-01-2008

Boa tarde
António Barroso (Tiago)
Boa tarde, minha amada,
mas tão tarde que chegaste,
que minha alma, angustiada,
pergunta por onde andaste.

Vieste p"ra casa, eu sei,
mas foi tão devagarinho
que, por momentos, pensei
não te lembrares do caminho.

Agora, amor, estás comigo,
e desde que ouvi teus passos,
achaste porto de abrigo
aninhada nos meus braços.

Passo a mão p"lo teu cabelo,
depois beijo o teu sorriso,
e, por fim, com tal desvelo,
julgo estar no paraíso.

Ao chegar o anoitecer,
procuraste o nosso leito,
suspiraste de prazer
com minha mão no teu peito.

Quero que, nesta euforia,
pare o tempo, pare a hora,
para não dizer "Bom dia"
porque tu te vais embora.

Mas quando isso suceder,
que esta imagem se guarde
p"ra que eu te possa dizer:
- minha amada, "Boa Tarde".

Parede Portugal (18-10-2010).

A ÁGUA CANTADA PELOS POETAS
Por: Rui Pais
Água musa inspiradora de poetas
Manténs todas as almas sedentas
Por onde passam tuas águas santas.
Imensa gente vem acenar-te das portas
O rio segue seu curso nessas águas fartas
Com as lindas margens cobertas de giestas!
Rui Pais
09/10/2010

 Labirintos da Alma
Cel (Cecília Carvalho)
Estas horas que eu vivo
de um vazio tão triste e sem esperas,
se arrastam com o tempo
e me fazem de tola,
quando penso que me engano
se eu tento ocupá-las ...
Meus passos caminham mudos
e meu olhar vaga a toa,
pois meus pensamentos se foram
e eu já não sinto
o que outrora, ironia
chamava de amor ou paixão ...
Saudade?
Ficou lá fora, da porta do peito
e as lembranças,
também se foram com o tempo
e me deixaram assim
qual boneca sem vida ...
Boneca de pano, de trapos,
retalhos costurados e cerzidos de dor
em pedaços, meu coração foi costurado,
foi mau amado, sangrou
hoje, veja o que restou ...
Cel (Cecília Carvalho)

Barco amoroso
Por © Arlete Meggiolaro
Embarco no meu barco amoroso,
Parto rumo ao porto dos teus sonhos.
Do convés observo ao longe o relevo do teu existir.
Tento me aproximar e sentir tua praia emoção.
Deleito-me com alguns paisagismos românticos.
Do céu o cântico me conduz.
Ancoro minha nau no teu porto
da complementação,
onde antes te acenei em vão.
Percorro por teus silos de infindas experiências.
Na aduana estoque de tristezas e de felizes nobrezas.
O som, o tom vindo das profundezas...
Busco, vasculho, à meia luz,
o armazém indecisão.
Minha foto amarelada ali fixada.
No meu oceano interior colossal onda,
ao cair dos meus olhos lágrimas...
Meu barco?!
Perdeu o prumo e o rumo...
Soçobrou!...
Afundou!
O que sobrou?
Meu Amor!
© Arlete Meggiolaro


Mulher que sofres
Por: Victor Jerónimo
Ela, mulher prazenteira o adorava
Era o seu homem!
Aquele que lhe dava prazer
Aquele que lhe sustentava a vida
Aquele que lhe deu seus filhos adorados.

Ela, mulher sublime o tratava
Era seu homem!

Consentia suas noites de solidão
Consentia suas noites de televisão
Consentia suas bebedeiras de caixão.
Ela, mulher de sacrifício o permitia

Era o seu homem!
Permitiu seus gritos
Permitiu suas pancadas
Permitiu sua morte.

Mulher, prazenteira, sublime e de sacrifício,
Aquela que consentiu e permitiu,
Jaz hoje sobre sete palmos de terra.
Ele... continua procurando sua próxima vitima!...
Óbito: Acidente doméstico.


O Mundo tem Sede
Por: Zena Maciel
Nos braços cósmicos do universo
o mundo embriagado chora
Lágrimas de cristais

Sede do beijo do amor
Fome da hóstia do pão
O pão da solidariedade

Com olhos famintos de solidão
Busca o abraço fraterno
para o acalanto do coração

Quer viver "os sete saberes
necessários para à educação"
sem o véu da escura ilusão

Sonha desfraldar o mapa
obtuso do tempo
Cobrir-se com o manto sagrado
da PAZ !

Recife .03/08/2005
Poema inspirado no Livro
"Os 7 Saberes necessários
à Educação do Futuro " do filósofo Edgar Morin

Os Caminhos da minha Vida!
Thais S Francisco (Beija Flor)
Ah! Quantos caminhos trilhei buscando você,
Em cada caminho percorrido, busquei
procurei, tentei encontrar
em cada flor, em cada piar de pássaro
uma pista que me levasse a te encontrar....
Muitas vezes nestes caminhos de minha vida,
cheguei a te sentir tão perto...
coração a bater descompassado...
o perfume era teu... Mas a desilusão...
Não era você... Chorei... Mas não quis desistir...
Voltei, percorri novos caminhos,
Meus pés já feridos de tantas pedras pisar
Minha Alma machucada pela saudade...
Mas o Amor é forte e me fez continuar...
E continuando a caminhada, a luz do Sol me mostrou
Um caminho lindo... Onde Beija flores em festa,
voavam alegres... Beijando a flor que tanto busquei
nos caminhos de minha vida...
VOCÊ...!
São José dos Campos
Thais S Francisco (Beija Flor)

Desilusão
Por: Nancy Cobo
Palavra tão pequena
e que faz tamanho estrago na alma.
Acreditar em alguém a quem entregamos
o nosso Amor, a nossa Lealdade,
a nossa Amizade, e ver esse alguém
construindo, lado a lado, os nossos dias,
dividindo as nossas dores e angústias,
dando-nos um alívio para os pensamentos ruins
é sentir que estamos protegidos de tudo e de todos.

Mas quando a desilusão chega,
e acontece de sabermos que fomos traídos,
que a lealdade não existe,
que fomos rodeados de mentiras,
sentimos uma dor profunda que nos causa
desânimo e descrença.

Só fica gravada e cravada em nosso coração
a dor da desilusão, da mágoa, da desonestidade,
da traição.

Teríamos um mundo muito melhor se,
neste mundo,
os covardes que se tornam perigosos não existissem,
porque o covarde age na surdina
e infelizmente, quem dá crença ao que ele fala
passa a ser também um covarde, mal caráter
e fraco de alma.

Poema Al Poeta
Victoria Lucía Aristizábal
Poemas que brotáis por tantas cosas
Del alma, del corazón y de la mente,
Quizá, por una duda de repente,
O al recordar las horas más hermosas


Caéis, como el rocío de las rosas,
O como fuego de pasión candente,
O porque llega la musa competente
Y de pesares o de amor rebosas


Poeta, tu que escribes a las gentes
Que a veces te entregas con ternura
Tal vez de deudas al amor pendientes


O escribes de tu vida honrosa y pura
Dejando en el lector lo sorprendente
O recordándole al poema, su locura!

Bogotá Colombia
Octubre 20 de 2010



Por: * Jorge Humberto de Portugal
E assim de permeio com a minha
Solidão sigo, sem a tua presença
Querida e ansiada que faz de meus
Dias, dias de sol radiante e efusivo.
Não sei estar sem a tua companhia
Tudo me afronta e confronta-me
Deixando-me quedo e infeliz
Pois que me falta a tua realidade.
Há um desencontro de almas fiéis
E o silêncio perdura mais do que
É inevitável e recorrente de dias
Felizes que soubemos ter até aqui.
Que o mau agouro se vá na distância
E se perca entre as brumas da
Madrugada orvalhada de choro
Intenso, que é este meu coração.
Autor * Jorge Humberto direto de Portugal- 24/07/10

Fugir
Por * Hélio Soares Pereira
Fugir para dentro das ruas
É sentir-me só
Distante da vida
Sem palavra
Sem eco
No exílio

Fugir para dentro de mim
É encontrar-me nos encontros
Dos cantos e das fontes
Entre as manhãs e as noites

Fugir para dentro das ruas
É esquecer-me nos dias inúteis
É tornar-me desfigurado
Entre os figurantes

Fugir para dentro de mim
É libertar-me em gestos crescentes
De amor e memória

*Nota pelo Autor (Hélio Soares Pereira. In: Eclipse das Mentes)

Psicopatia Iluminada!
Por: * Paulo Cesar Coelho


Dizem que sou louco...
Psicopata da ilusão
Dizem que alicio, seduzo,
Produzo sentimentos em vão.

Dizem que sou louco...
Louco... É quem sente pouco
Quem tem cicatriz nenhuma,
Coração fechado alma de graúna
É quem disfarça entre um riso e outro
A mágoa do próprio desgosto

Do não sentir vez alguma,
O florir de uma paixão!

Dizem que sou louco
Psicopata? Sou não! Psicopata
É quem sente nada. Nada afeta!
Nenhuma lágrima floresce,
Nenhum sentimento cresce
Diante a magia de um Poeta.

*Autor: Paulo Cesar Coelho.

Amor Transformado
Por * Ruthy Neves
A vida não me deu coisas que eu esperava receber.
Deu-me coisa que eu nem sonhava.
Deu-me coisa e pessoa que eu amo ter.
E as que perdi foi bom um dia saber que comigo estava...
Amava-me.
Porque eu sempre valorizei o que eu tinha...
E sempre agradeci por me fazer pertencer.
É bom se entregar sem reservas...
Não ter que enfrentar derrotas da vivência...
Viver... Simplesmente viver.
Dia após dia sem questionar o se ou o porquê”.
Era bom acordar sem ter a ganância da concorrência como metas.
Era conquistar sem desmerecer o outro.
Eu tinha orgulho das coisas efetuadas.
Eu tinha respeito pela suas vontades.
Eu tinha orgulho de ser a mulher de um bom homem.
Porem eu sonhava e quando acordei e vi a verdade...
Ela me decepcionava.
Não dava para viver enganada...
Fingindo uma vida perfeita, fora da realidade.
Preparei a partida, e saí sem destino.
Carregava comigo metade das coisas, já não era mais inteira.
Deixei a outra metade perdida em sonhos e quimeras...
Porém não criei fantasias e enfrentei a realidade.
Ela me fazia triste, magoada por ter me enganado.
Eu já não podia contar com o meu menino...
De cabelos encaracolados.
Ele cresceu e mudou de estrada.
Foi viver outros sonhos e realizar outras jornadas.
Agradeço todos os dias por ter sido assim.
Hoje eu sou feliz por não ter vivido em mentiras...
Ter tido a coragem de realizar para mim...
O caminho florido de uma vida sem tempestade.
Só chuva mansa cai nas terras de um coração...
Que até o ponto que chegou, amou e foi amado.
Às vezes caio de meus pensamentos e começo a querer mudar toda a história.
Mas no meio das lembranças vejo tantas coisas maravilhosas
que são impossíveis de serem mentiras.
Eram as realidades do momento que formaram algo verdadeiro,
profundo, grafado para uma vida inteira.
Eu sei que amo e vou sempre amar na forma do melhor amor...
Uma amizade verdadeira.
Eu sou feliz assim!

Se Eu Fosse Poeta...
Por: Dioni Fernandes Virtuoso
Meu Deus... Se eu poeta fosse,
semearia somente versos de amor...
Escreveria um poema tão doce,
Faria espinho transformar-se em flor...
Se eu fosse mesmo um poeta,
seria um mágico muito feliz...
Meu coração teria boca
e o meu olhar...Visão raio x...
Escreveria, também, poesia louca...
Daquelas que dizem que no céu da boca,
Existem estrelas a brilhar...
Faria do céu nosso abrigo...
Voaria nas nuvens contigo,
Visitaríamos o luar...
Criciúma/Santa Catarina/Brasil


Saudades
Por *Aecio Kauffman Colombo da Silva
Ah! Meu amor,
Que faço eu desta saudade,
Que, me invadindo cruelmente, dói-me tanto
O quanto dói o desespero que me invade
E põe-me, a boca, o coração em desencanto!!

Ah! Meu amor... Que faço eu desta vontade
Deste desejo de encontrar-te novamente
Como o sol que encontra a lua ao fim da tarde
Num crepúsculo de sonhos iridescente.

Ah! Meu amor... Que faço eu destas lembranças
Que só me aumentam o tedioso dos meus dias
Pois sempre estão lá onde menos eu espero.

E às buganvílias que emolduram o nosso canto
Cantam comigo oração que se irradia
Qual triste mantra a repetir...
Como te quero...
*Autor Aecio Kauffman Colombo da Silva

Marina Presidente
Presente De Deus
Por * Geraldo Maia


A Natureza combina
Com o mar que Marina
Carrega no olhar
A Natureza é a sina
Que move Marina
Em sua senda verde
Porque a terra tem sede
De continuar
E o amor de Marina
Pela floresta
Promove a festa
Da fauna e flora
Marina é o agora
Durar para sempre
Rios e vulcões
Risos e canções
A vida é dança
Marina mulher
Marina criança
Marina semente
De nova manhã
É sempre vitória
Marina é irmã
É Luz cidadã
É paz militante
Sua fala é poética
É prenhe de ética
Princípios Valores
Votar em Marina
É semear o futuro
No atual momento
Marina Presidente
É o maior presente
Que o Deus de bondade
Senhor do tempo
E do Universo
Pelo poder de
Sua vontade
Fez de Sua serva
A nossa reserva
De vida nesse mundo
Semi destruído
Caído e poluído
Possuído pelo mal
Já perto do final
Do grande conflito
Com a volta de Jesus
Tudo estará resolvido
Pois será instituído
Pela paixão da Cruz
Nosso Novo Paraíso
Nossa Eterna Salvação
Autor * Geraldo Maia

Sonhos Onde Eu Nasci
Por: * Alci Santos Vivas Amado


Foram lindos...
Recordo-me bem!
Foram bastante...
Os momentos que me vem.

Quantas e quantas lembranças
Da juventude que passou,
Numa vila de Santo Antônio
Onde a mocidade começou.

Lembranças da bola de gude,
Da amarelinha e do pula corda,
Da peteca e do peão
Lembranças da bola de meia,
Pique esconde arapucas e o corrupião.

Do carrinho rolimã ao carretel,
Da cobra cega, pipa e o balão de São João.
Das figuras folclóricas, da folia do boi,
Da bananeira roxa, do Jaguará,
Da mulinha e da vaca mocha.
Da boca de forno, do gibi do Jerônimo
O herói do sertão.

Doces lembranças do salão ornamentado,
Bandeirolas, luzes e bambus de vime.
Os bailes de acordeom,
Tocados por Luzia Setimi.

Embalados na jovem-guarda
Com apreço venerável
Na memória, a lembrança
De uma era admirável.

Foi na década de sessenta
Que a mocidade se encontrou
Com o Vaticano Segundo,
A comunidade se resgatou.

Na celebração irmanada,
O jovem se encontrou.
Eu não fiquei de fora
Minha vida se modificou.

De frente para o povo,
Criando espaço e comunicação
Palavra de Deus comentada
Rumo à nova evangelização,
Onde sempre se fez história
Na linguagem e comunhão.

Vejo o jovem de hoje,
Sem perspectiva de ação
Não tendo em suas vidas
O apoio da própria Nação.

Falta-lhe carinho paternal,
Não há diálogo onde mora e onde vive,
Amor quase não se tem,
Fundo do poço total, álcool, drogas
Motivado pelo sistema,
Vagueia, em busca do prazer carnal.

O jovem nessa armadilha,
Sofre toda espécie de opressão,
Fica sem direito a nada,
Convivendo com humilhação.

Nessa devastação envenenada
Tiram-lhe o futuro, roubam-lhe a dignidade,
Tomado por viciado, não existe reação.
Os reais que lhe sobram
São guiados a práticas fraudes do patrão
E nesse vai-e-vem, só resta-lhe a ilusão.

Jovem, ainda é tempo de sonhar,
Na esperança, na liberdade tens de acreditar.
Sai dessa emboscada traiçoeira
Que alguém lhe preparou.
Seja menos um nessa guerrilha.

Para sair dessa, existe direção,
Ouça seus pais com ardor,
Incinere a opressão, as drogas,
E a submissão.
Fite aquele de braços abertos,
Que é o Cristo, o Nosso Senhor!

Não deixe pra amanhã,
Hoje, sim você pode afirmar,
Serás prodígios:
Minha estrada, minha sina,
Formarei história.
Será gigante o meu clamor.
Vou ser alguém no futuro...
Por que aderir ao Salvador.

A escola da vida é o lar
É o arquivo e a família.
Espelham na lei do amar,
Que no terceiro milênio,
Essa poesia possa continuar.

Mulher lusitana
Por Vivaldo Terres
Mulher lusitana
Tens algo diferente
Que nos encanta e nos seduz
Rapidamente

Teu olhar como sempre
Nos fascina...
Como poderei vêr-te
Outra vez...
Bela menina!


Teu corpo é de uma...
...beleza sem igual!
Como gostaria de viver
No teu belo Portugal

Terra de poetas, fadistas...
...e compositores!
E porque não dizer...
Terra de grandes amores!
*Vivaldo Terres é poeta em Itajaí


A sofridão do pássaro Fênix
Por Samuel C. Costa
É a minha verse
É a minha sina...
Ainda ontem ao ver–te na rua
Não estavas só...
Estavas com outro
Estavas feliz
Ferindo o meu coração
Pois não estavas só
Andavas com outro
E é na minha verse
Na minha sina
São meus prantos
É a minha arte
É a minha dor
Ao ver-te na rua...
Estavas feliz
Caminhavas a sorrir
E não estavas só
Andavas com outro...
Agora eu me consolo
Na minha arte
Na minha dor
No meu pranto
Na minha verse
Samuel C. Costa é poeta em Itajaí


Espoletas e detonadores
Por Carlos Assis
Entre uma palavra e outra
Faço uma oração molenga
Dor/peito/coração

Eu desço as escadas
Raivoso e capenga
Arrasto/saco/de lixo

Perdi uma frase
Você deve amar
Quem/puder/encontrar

Enquanto a manhã nasce
Prestes a explodir o sol
Um avião/faz/curva

Não pertence aos céus
Não pertence ao mar
Sentimentos/afogam/infernos

Não posso mais lugar comum
Eu pensei de novo
Virtual/cansa/enoja

Teias de aranha se enroscam nos cabelos
Os olhos não são os mesmos
Falham/perto/longe

Entre uma palavra e outra
Faço uma oração molenga
Dor/peito/coração

Autor: Carlos Assis

Da Redação Revista zaP!

Poema de Dora Dimolitsas
Na calçada de pedra da minha rua
Nasceu uma roseira,
Com cuidado eu a vigiava
Admirando a beleza simples
que no cascalho ela surgiu.

Na manhã de um belo dia de sol,
Ela brotou, e sua cria era uma rosa,
Suas pétalas fosforescentes
Brilhavam sorrindo para o sol
Era uma linda rosa azul .
*AutoraDora Dimolitsas

Noite muda...não muda!Vinicius BuenoPensamentos que voam do alto de um prédio,
Luzes que mostram como a cidade é bonita,
Me fazem pensar na solução que intriga,
Buscando suavidade na palavra mais amiga

E enquanto o silêncio manifesta o tédio
O vento esclarece ao silêncio que grita,
Lança a lança, fere, me alcança e irrita,
Trazendo a conduta ao equilíbrio médio.

Pare! Ouça o silêncio da noite dedilhada
Decifre a flagrância, lembrança da amada
E enquanto essa brisa recobre a lembrança
Busque nas luzes seu brilho e esperança.

Respire o ar que só o amor amansa,
Liberte a lágrima reprimida, criança.
Observe a luz e a intensidade do brilho,
Cego à luz formosa, saudade do filho.

Esqueça a razão que o amor confronta,
Feche a porta do antigo amor iludido,
Ouça a voz do amigo que te conta,
Que possuis a noite num olhar destemido.

MINHAS MÃOSPor Ariovaldo CavarzanMinhas mãos,
pousam na sinergia
do teu corpo,
quais serenas naves espaciais
a desafiar a gravidade,
a flutuar,
com a sensibilidade,
de um vôo rasante,
intocado, exploratório,
desenhando com cuidado
a geografia de montes,
montanhas, e colinas,
planícies, desfiladeiros,
grutas, cavernas,
matas e florestas,
vales e depressões...

A cada movimento,
a cada suave impulso,
minhas mãos
entrevêem o arrepio
que percorre
a superfície do teu corpo,
por conta
da magnética
e imperceptível distância
que impede o atrito
e, por enquanto,
o aconchego...

Minhas Mãos
querem apenas
passear de leve,
e com suavidade,
explorar, seduzir,
acarinhar, aconchegar,
conquistar, vibrar...

Querem prolongar
a insanidade
do derradeiro contato,
até o instante maior,
quando, exaustos,
formos afinal abduzidos
pela força
intergaláctica e inexorável
chamada Amor.

Quando
nada mais nos restar,
senão apenas
a irremediável fusão
de nossos corpos
num só corpo,
numa só avalanche
de emoções,
desencadeada toda vez que,
na sinergia
do teu corpo celestial,
quais serenas naves espaciais,
pousarem minhas mãos...

Os Caipiras Da CidadeSá de Freitas

(O cumpadi Saracura)

Nóis que tamo aqui na roça,
Sempre temo o qui contá...
Os grãfino fazem troça,
Quereno a gente estressá.

Quando bamo pra cidade,
Ficam rino sem pará,
Da nossa simpricidade,
Do jeito de nois andá.

Ah! Mai lá nu meu sitinho,
Apareceu um dotô,
Que pisava di mansinho,
Cumo se fosse um frozô.

Eu pensei: "Hoje é meu dia,
De me ri desse danado."
Arriei minha tordia
E falei quaji ingasgado:

"Óia dotô, monte nela
Qui vô nu meu alazão,
Porque essa eguinha amarela,
Num derruba o sinhô não.

Saímos pela envernada,
Ele tremeno di medo,
Mostrei pra ele a vacada
O riberão e os rochedo.

Mai de repente espantada,
Um codorna vuô,
A égua deu uma impinada,
E pru chão foi o "seo" doto.

Sua ropinha limpinha,
De sujera se incheu,
Arrumô a gravatinha,
E de raiva inté gemeu.

Foi andá mais um pedaço,
Já fungano de fatiga
E levô otro tombaço,
Bem nu meio das urtiga.

Mai ainda não contente,
Pensei:" eu pego esse pato".
Mostrei pra ele a nascente,
Onde só dá carrapato.

Pra ele a cara lavá,
Que, de areia, tudo suja,
Num parava de suá,
Feia qui nem de coruja.

Ele foi comprá meu gado,
Vortemo pro meu ranchinho,
Mai tava tão estressado
Que tomô o seu caminho.

Meu gado num vendi não,
Mai descobri a verdade:
Sou caipira na cidade,
Mai sabido no sertão.

Errado é punhá defeito
Em arguém pelo que é...
Todo mundo tem dereito,
De vivê cumo quisé.
=
(Samuel Freitas de Oliveira)
Avaré - SP

Apelo ao MundoNelim MontiO que estamos fazendo com nossas crianças?
O prazer sórdido de ser cruel com as crianças
pelo ser humano, continua.
Diariamente morrem no mundo
milhares de crianças
Vítimas da fome, da pobreza, da violência.
Morrem também a verem suas esperanças
desmoronarem.

Crianças nascidas de mães imaturas
que influenciadas por marqueteiros
da indústria e do comércio, deixam suas filhas
cada vez mais dependentes de cosméticos.
A quem pretendem seduzir com seus lábios
carregados de baton, esta linda garotinha
de dois anos?
A cada dia mais vaidosa, atraente, sedutora.

Beslan... crianças horrorizadas quando
perceberam que o pesadelo era real.
O terror pelo mundo, ficará para sempre
estampado nas crianças que sobreviveram.
Seus olhos a tristeza marcada.

Israel... cemitério de crianças.
O sentido de humanidade está morrendo.
A morte de cada criança,não importa
qual sua nacionalidade,
a forma como tenha morrido,
Representa a morte do mundo
de um passado e de um futuro.
É preciso ter consciência
Crianças não são pequenos adultos

Cantemos em uma só voz
Um canto alto para silenciar
outras vozes.
Que não queremos tornar nosso planeta
um cemitério de crianças.
Vamos preparar nossas crianças e adolescentes
para uma fé madura.
E dar mais ouvido a voz de Deus
"Não levante a mão para um inocente"

Mirando nos exemplos das crianças
que infelizmente perderam a vida,
ajudemos as mães a salvar as
crianças com vida.

Pesquisas feitas na net.
12/10 "Dia da Criança"


A Plea to the World
Nelim Monti

What are we doing with our children?
The pleasure of cruelty towards
our children remains the same
Millions of children die daily.
They are victims of hunger, poverty
and violence.
They also die inside, victims of shettered
dreams.
Children born of immaturity, victims of the market,
of the industry, exploration...
They leave behind their own children
dependent of cosmetics, make up,
vain beauty...
Who do they plan to seduce with their red lip sticks
at the sweet age of two?
Everyday they grow more attractive,
seductive and vain!!

Beslan...horrified children with their
own nightmare becoming painful realities.
Terror forever written in the servivors.

Israel... graveyard of children
The true meaning of humanity
ready to die.
Each dead child, and
it realy doesn't matter their nationality,
represents the death of a painful
past and a dreamless future.
We need to be full of counciousness
Children are not little adults.

Let's all sing together
Let's quiet all the other voices
We do not want our world
to become a graveyard of children
Let's prepare our children
and teenagers for a new kind of faith.

Let's all listen to the words of God...
"Thou shall not raise your hand against innocents"

Let's learn with the examples of the lost lives,
innocence, shettered dreams.
Let's help the survivors and their mothers to
make a better present and future.
(Translation Nádia Monti)

Apelo al mundo
Nelim Monti

Qué estamos haciendo con nuestros niños?
El sórdido placer de ser cruel con los niños,
por los seres humanos, sigue adelante
Diariamente mueren en el mundo millares
de niños.
Víetimas de la hambre, de la pobreza,
de la violência.
Mueren también al presenciar sus
esperanzas desmoronaremse.
Niños nacidos de madres inmaduras, que bajo
la influencia de la industria televisiva
del comercio...
Dejam sus hijos cada vez más dependientes
de los cosméticos
A quién intenta sedueir con su boca cargada
de lápis de lábios esta bella niñita de dos años?
A cada día más vaniosa, atrayente, seductora.

Beslan...niños horrorizados cuando percebieron
que la pesadilla era real.
Y el terror por el mundo se quedará para
siempre estampado en los que sobrevivíeron.
Sus ojos la tristeza marcada.

Israel... ceminterio de niños.
El sentido de humanidad está muriendo.
La muerte de cada niño, no importa su
naciolidad, representa la muerte
del mundo, del pasado, del futuro.
Es necessario tener consciencia.
Niños no son adultos pequeños.


Cantemos a una sola voz
Un canto alto para silenciar otras voces.
No queremos convertir nuestro planeta
en un cementerio de niños.
Vamos alistar nuestros niños y adolescente
para una fé madura, dando oídos a la
voz di Dios "No le vanta tu mano a un inocente"
Mirando hacia ejemplo de los niños que perdieron su
vida, ayudemos las madres a salvar os
niños con vida.
( Traducción Leonardo Monti)

Minha Sina - Patricia MontenegroÉ você,
A minha sina,
Que me desatina,
E alucina,
Tira-me do sério,
E me faz perder o rumo,
É o meu maior erro,
E meu melhor acerto,
Minha contradição,
Que me deixa sem ação,
E me esqueço da razão,
Somente por você,
Faço todas as loucuras,
Quebro todas as regras,
Esqueço os preceitos,
Rompo os preconceitos,
Esqueço-me de mim,
E rendo-me a você,
Cumpro as suas vontades,
Rendo-me aos seus desejos,
Vivo as suas fantasias,
- Satisfaço-me com elas -
Embarco nas suas loucuras,
- Mergulho em sua alma -
Percorro todos os seus caminhos,
-Para resgatar o amor um dia perdido,
Quero lhe dar o mundo,
Devolver-lhe o sorriso,
E lhe fazer forte e invencível,
E lhe trazer para junto de mim,
Ah... Que sina essa a minha,
-Amar e não ser amada?-
Em busca de encontrar você,
- Na minha insanidade -
Perdi-me de mim,
- E lhe entreguei minh-alma -
E agora já não sei se me amas,
Como amo você...
[patty_ p.a.z.. Sempre]

Minha Bela BorboletaVíctor Manuel Guzmán VillenaÉs a borboletas que cresceste nas estrela
que recorre o céu para caminhar em meu corpo
deixando pegada de beijos e cores
que canta o tempo com o silêncio
e o tempo testemunha a presença
e a força deste nosso amor
minha bela borboleta que pousa
no jardim florido do ...
Para continuar con la lectura
abrir en esta dirección:

http://palavrasemlencol.blogspot.com


* Poemas de Remisson AnicetoAo censor Lê e critica meu verso,
que te é permitido fazê-lo.
Só não me prives, te peço,
do direito de escrevê-lo.

Para ver-teEstás inteira dentro em mim.
Basta para tanto um pensamento.
A ilusão da esperança faz-me viver:
a mentira bem contada satisfaz...
Não te vejo há muito, há muito
e muito tempo...
Talvez nunca te tenha visto,
mas minha mente diz o contrário,
insiste com argumentos que a razão
não ousa combater.
Não é preciso que estejas aqui...
O vento acaricia com mãos invisíveis
e és parte dele, atravessando as frinchas,
sussurrando delícias aos meus ouvidos.
Não é preciso que estejas aqui, não...
Para que eu te veja, bastam-me
os olhos do pensamento...

EstrelaMinha amada,
tu és como as estrelas,
seixos soltos no espaço,
fragmentos pentangulares brilhantes
vagalumeando minhas retinas.
Minha flor,
tu és como as estrelas,
vagas, distantes, quase inatingíveis,
mas reais!
Minha rosa,
tu és como as estrelas,
pingentes de ouro
no colar de safiras do céu.
És como pluma,
algodão que o vento leva.
Meu anjo,
tu és como as estrelas,
sonho meu de ser
o sol, a lua, o céu...

DivergênciasSendo o beijo sutileza,
o teu beijo já não sinto,
pois ao beijar-te pressinto
que em meus lábios outro beijas...
Se me imploras abraçar-te
e em meus braços te enlaço,
tudo é vão, pois o abraço
não é meu: 'stou noutra parte...
Eis tu, muda; eis-me mudo
na solidão da noite calada.
Sabes que para mim já não és tudo;
sei que para ti também sou nada...


VestuárioRoupas, roupas,
vestimentas,
enganos do corpo,
engodos, farsas.
Panos, panos,
linhos grossos,
fininhos,
obstrução de caminhos...

Chuva
Um corpo na mesa -
e lá fora o dia chora
águas de tristeza

ÁureaFaço poemas
em versos negros
e versos brancos
para que todo poema
seja livre.

* Remisson AnicetoRemisson Aniceto nasceu na pequena e aconhegante cidade brasileira de Nova Era (MG), vizinha da Itabira de Drummond. Seu sonho era um dia ultrapassar as montanhas do Vale do Aço para encontrar o poeta mas, como este já havia advertido bem antes: "Tinha uma pedra no meio do caminho”. Alguns anos depois, em 1987, o poeta viajou e nunca mais retornou. Remisson escreve poesias, contos e resenhas para alguns sites especializados em literatura, já foi premiado em alguns concursos e seus trabalhos podem ser visitados na Revista Internacional de Poesía de Rosario, na Revista Partes, na Revista Bacamarte e outras. Seu blog "Poesia para o mundo" é um espaço destinado aos que apreciam a boa literatura.

*Poesia para o mundo, Bubok (2009)
*Todo dia é dia de poesia, iG Editores, Stella Maris/Pão-de-Açúcar - SP - (2002)
*Palavras de Poetas, Physis Editora - SP - (1997)
*Novos talentos da poesia brasileira, Forever Editora - SP - (1995)
*Escrevo nos espaços que me restam, Editora Bauhaus - SP - (1982)
*Editora de Conteúdo*Elizabeth Misciasciimprensa@revistazap.org
*Elizabeth Misciasci - Jornalista, Humanista, Escritora, Pesquisadora. Presidente do Projeto zaP!
*Embaixadora Universal da Paz no âmbito do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz.
Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix - Suisse/France
*Membro Correspondente da Governadoria da InBrasci no Estado de São Paulo
- Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais -

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